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Todos conhecemos empresas que revolucionaram setores inteiros utilizando a tecnologia para mudar a forma como atividades eram realizadas. Exemplos não faltam: a  Netflix é uma provedora global de filmes e séries de TV via streaming, a Uber é uma prestadora de serviços eletrônicos na área de transporte urbano. Esses são apenas alguns exemplos de empresas neste clube.

O que essas empresas estão fazendo? Nada mais e nada menos que “inovação disruptiva” uma expressão criada pelo professor americano Clayton Christensen, da Universidade de Harvard, para definir tecnologias capazes de transformar por completo um setor. E o turismo? Como o setor está lidando com a era da disrupção?

A Consultoria Accenture criou um estudo para medir o grau de disrupção no mundo. Foram analisados 10.000 balanços de empresas e 28 indicadores, como taxa de crescimento, lucratividade e investimento em tecnologias digitais. O conjunto destes indicadores mostram a capacidade dos setores de inovar e de se adaptarem às mudanças. A edição da Revista Exame de agosto de 2019 publicou um artigo sobre o tema. O gráfico do artigo mostra a variação do índice de disrupção de 2011 a 2018.

O setor de turismo tem o desafio de inovar para não ficar tão vulnerável às transformações. Líderes de negócios podem usar o índice para entender os motivos que levam seus setores a ocupar determinada posição. Assim, eles poderão identificar riscos e oportunidades – e preparar a resposta estratégica adequada. A Accenture usou o índice para posicionar empresas de 20 setores diferentes e 98 subsegmentos em quatro aspectos do processo de disrupção:

  • Durabilidade: A disrupção é evidente, mas não ameaça a existência das empresas, que mantêm vantagens estruturais e desempenho consistente. 19% das empresas – incluindo as de varejo automotivo e suprimentos, bebidas alcoólicas e empresas diversificadas do setor químico – entram nesta classificação.
  • Vulnerabilidade: O nível atual de disrupção é moderado, mas as empresas analisadas estão suscetíveis à disrupção no futuro devido a desafios de produtividade estruturais, como custo elevado da mão de obra. 19% das empresas – incluindo as de seguros, cuidados com a saúde e varejo de conveniência – se encaixam neste aspecto.
  • Volatilidade: Iminência de disrupção violenta e repentina; os pontos fortes de sempre se tornarão fraquezas. As empresas nesta fase (25% do total analisado) incluem as do setor de tecnologia de varejo, bancos, publicidade e transportes.
  • Viabilidade: A disrupção é constante e as vantagens competitivas não duram muito por conta das constantes novas disrupções. Mais de um terço (37%) das empresas – incluindo fornecedores de softwares e de plataformas; empresas de telecom, mídia e alta tecnologia; e fabricantes automotivos – entram neste aspecto.

É preciso entender a disrupção como uma oportunidade para o setor ou seremos massacrados. Negócios turísticos bem sucedidos podem desaparecer como aconteceu com a Thomas Cook, agência de viagens britânica icônica, que entrou em insolvência em setembro de 2019, depois de 178 anos de atividade. Afinal, o mundo de viagens passa a ser liderado pelos desejos da geração Z que são os novos disruptores de destinos.

 

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Marcela Pimenta

Mineira que mora em Alagoas, mãe do Theo e da Lara, apaixonada pelo turismo desde sempre. Fica muito feliz todas as vezes que seu trabalho impacta positivamente a vida das pessoas. É fundadora da Turismo 360 junto com três sócios que são amigos, parceiros e profissionais admiráveis. É cofundadora do Turismo Spot. Sobre o Turismo Spot: "Representa o desafio de produzir conteúdo técnico de maneira leve, mas ao mesmo tempo eficiente e útil para os profissionais, gestores e empresários de turismo! Tenho muito orgulho de fazer parte desse hub de conteúdo técnico sobre turismo"