No artigo sobre disrupção no turismo a autora comentou que o mundo de viagens passa a ser liderado pelos desejos da geração Z. Mas quem são eles e quais são os seus desejos em relação às viagens?

Em termos técnicos é a geração nascida entre meados dos anos 1990 até 2010 e segundo pesquisa realizada pela Box 1984 e McKinsey possuem algumas características fundamentais:

  • Pragmáticos: realistas ao extremo, práticos e em busca de satisfazer suas necessidades financeiras e enriquecimento pessoal (no campo emocional e sensorial);
  • Indefinidos: quebram e contestam vigorosamente todos os estereótipos e não ligam para a definição de gênero, idade ou classe;
  • Conservadores: Um traço surpreendente dos novos jovens é que eles constroem e não rompem. Dialogam, entendem e agregam. São avessos à polarização, compreendem a diferença;
  • Selfies reais: uma pessoa que se mostra por inteiro e sem máscaras. São autênticos e espontâneos, expõem suas fragilidades, intimidade explícita e valorizam a transparência;
  • Comunaholics: transitam por múltiplas comunidades. Por isso, são radicalmente inclusivos, têm grande poder de mobilização e seu interesse se conecta amplamente com a diversidade;
  • Meme Thinkers: é uma geração que adotou um novo código universal, baseado em memes e emojis. Usam a linguagem por códigos para exercitar sua capacidade crítica com leveza e humor;

Um estudo da WGSN compilou as prioridades da geração Z quando o tema são as viagens. As conclusões apontam para tal geração como “a nova força” do setor de viagens, ” os novos disruptores de destinos”, que buscam experiências imersivas e personalizadas, viagens que oferecem a oportunidade de experimentar e aprender sobre modos alternativos de vida. Soma-se a isso o fato de que 40% destes consumidores terão renda disponível para viajar até 2020 segundo a Digital Tourism Think.

Quando o tema são as viagens a geração Z:

Conservadora mas ambiciosa

É uma geração que teme dívidas e é financeiramente conservadora. Isso influencia diretamente no setor de viagens, a questão financeira é uma parte primária da escolha. Por outro lado, segundo a Skift, esses jovens não temem gastar em viagens que melhorem sua visão de mundo. Tem a mente aberta e procuram destinos fora dos roteiros tradicionais e conhecidos, na verdade buscam pelo incomum com aventuras emocionantes, querem mergulhar em novas culturas e entender como as pessoas realmente vivem.

Busca viagens de impacto

Novas formas de viagens, como por exemplo ano sabático, estarão cada dia mais cedo presentes na vida desta geração. Isso significa uma oportunidade de viajar com mais autenticidade, em alguns casos realizando trabalhos filantrópicos, e obter uma nova perspectiva ou senso de propósito, que irá ajudá-los a definir seus objetivos futuros.

Compartilha os conteúdos da viagem

Um estudo da Expedia Media Solutions aponta que a geração Z tem mais probabilidade de ser influenciada pelas mídias sociais do que qualquer outra geração (82%). Eles compartilham fluxo constante de conteúdo e nas viagens mostram suas experiências e aventuras. A travelport Digital afirma que ser multitarefa entre dispositivos tecnológicos é o modo de vida desses jovens, logo as marcas precisarão evoluir suas estratégias de comunicação e produzir conteúdo móvel significativo que agregue valor às suas experiências de viagens.

Busca viagens sob medida

Para atender a geração Z a tecnologia deve estar presente em todas as etapas das viagens, sair somente da mão de grandes empresas e conviver em harmonia com os pequenos negócios locais. De acordo com o Travelport Digital, tal geração prefere mensagens instantâneas a emails, por exemplo. Isso influenciará no atendimento ao cliente do setor de viagens. Segundo a International Airport Review, o fato de pagar usando aplicativos e  de maneira instantânea, torna essa geração mais exigente que outras.

Cabe a nós,  empreendedores do turismo, enxergar tais fatos como oportunidades e entender detalhadamente o perfil de quem está no comando das demandas do setor de viagens. Essa é a chave para lidar com a disrupção trazida pela geração Z.

 

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