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Os Benefícios da Certificação de Destinos Patrimoniais: Qualificação, Visibilidade e Desenvolvimento Territorial de Destinos Turísticos

O Brasil é detentor de uma das maiores riquezas culturais do mundo, expressa em seu patrimônio material e imaterial, na diversidade de suas manifestações artísticas, nos modos de vida tradicionais e na pluralidade de seus territórios históricos. Essa densidade cultural, no entanto, ainda não se reflete plenamente na estruturação dos destinos turísticos nacionais e tampouco chega a ser motivação suficientemente forte para que se tornem destinos de grande destaque na preferência de brasileiros.

Foto: Brito, Marcelo. 2006. Igreja de N. S. do Pilar na Cidade Histórica de Ouro Preto, sítio declarado Patrimônio Mundial em 1980.

Patrimônio cultural e turismo: um potencial ainda subaproveitado

Segundo a pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025 (MTur, Nexus, 2025), realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, apenas 16% dos brasileiros indicam atrações culturais ou históricas como preferência de viagem, atrás de praias (53%) e natureza/ecoturismo (29%). Já o levantamento divulgado em janeiro de 2024 e repercutido pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), revelou que o turismo cultural e histórico representa apenas 5% da preferência nacional, mesmo com destinos como Salvador, Rio de Janeiro e São Luís figurando entre os mais desejados (OCBPM, 2024).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também reconhece o patrimônio cultural como vetor de desenvolvimento sustentável e defende sua integração a estratégias de dinamização econômica e inclusão social (BNDES, 2019).

Esse cenário revela uma lacuna estratégica: o país possui um vasto acervo de bens culturais com alto potencial turístico, mas ainda subaproveitado como vetor de desenvolvimento territorial. O patrimônio cultural brasileiro é reconhecido como ativo econômico, educacional e simbólico, capaz de dinamizar cadeias produtivas, gerar emprego e renda, e fortalecer a identidade local. No entanto, a ausência de instrumentos técnicos de qualificação e reconhecimento dos destinos patrimoniais limita sua capacidade de atrair investimentos, fidelizar visitantes e consolidar políticas públicas integradas.

Como funciona o Sistema P de certificação

É nesse contexto que se insere a proposta de certificação de destinos patrimoniais, conforme delineada pelo Sistema “P”, proposta por Brito (2009) em suas investigações comparativas sobre cidades históricas como destinos patrimoniais, nas quais identificou requisitos técnicos e conceituais para a qualificação turística de sítios com dominância cultural. Trata-se de uma iniciativa que articula diagnóstico, qualificação e planejamento territorial, com vistas à estruturação de uma política pública nacional no campo do turismo cultural. A certificação busca reconhecer formalmente os sítios históricos turísticos (SHT) que apresentam dominância patrimonial, ou seja, cuja centralidade simbólica, funcional e turística está ancorada em bens culturais. Ao conferir visibilidade, credibilidade e orientação técnica, o Sistema “P” tem potencial para transformar o Brasil em referência internacional de turismo cultural de dominância patrimonial, promovendo destinos com base em critérios objetivos, pactuação federativa e compromisso com a sustentabilidade.

Certificação, governança e políticas públicas de turismo

Nesse sentido, a certificação de destinos patrimoniais assume também um papel instrumental e estratégico para a consolidação de uma política pública nacional voltada ao turismo cultural. Ao estabelecer critérios técnicos, indicadores de qualidade e planos de gestão territorial, o Sistema “P” oferece uma base operacional concreta para o desenvolvimento e a implementação de um Programa Nacional de Turismo Cultural (PNTC), que poderia vir a ser instituído no país (IPHAN, 2020). A certificação, portanto, contribuiria para a construção de uma lógica de atuação articulada, capaz de orientar ações intersetoriais, mobilizar recursos e promover destinos que conciliassem preservação patrimonial, qualificação da experiência turística e inclusão social.

Assim sendo, a certificação funcionaria como vetor estruturante dessa política pública, permitindo que o PNTC transcendesse o plano das diretrizes e se materializasse em ações territorializadas, mensuráveis e replicáveis. Com isso, o Brasil avançaria na construção de um modelo de turismo cultural de qualidade, pautado pela diversidade, pela sustentabilidade e pela valorização dos territórios históricos como espaços vivos de memória, identidade e desenvolvimento (IPHAN, 2020a; IPHAN, 2020b; BRITO, 2019).

Foto: Embratur

Para o reconhecimento e valorização de destinos patrimoniais, torna-se necessária a identificação formal do Sítio Histórico Turístico (SHT), entendido como base territorial onde se concentram bens culturais materiais e imateriais dotados de valor histórico, simbólico e turístico. Essa identificação considera a delimitação espacial do sítio, a caracterização dos bens presentes, a relação entre patrimônio e uso turístico e a existência de reconhecimento oficial em diferentes níveis do sítio em questão.

A partir dessa identificação, em um processo de avaliação para a certificação de destinos patrimoniais, são aplicados formulários técnicos de avaliação apropriados, organizados conforme os oito indicadores que integram o Sistema “P”, quais sejam: reconhecimento oficial, preservação do patrimônio material, salvaguarda do patrimônio imaterial, infraestrutura de acolhida, sistema de informação qualificada, promoção e marketing, gestão do sítio e base logística turística. Cada indicador é acompanhado de descritores, critérios de qualificação e pontuação, com notas atribuídas de 1 a 10.  As análises pretendidas nesse processo buscam garantir objetividade, comparabilidade e fundamentação técnica, permitindo, assim, uma certificação condizente com a realidade avaliada.

Quadro-Síntese 1: Estrutura do Sistema “P” de Certificação de Destinos Patrimoniais

Indicador Dimensão Avaliada Descrição Detalhada Fonte de Verificação
I Reconhecimento oficial Avalia se o sítio possui reconhecimento formal como patrimônio cultural em diferentes esferas (municipal, estadual, federal ou internacional). Considera-se a existência de tombamentos, registros, inventários e chancela da UNESCO, quando aplicável. Declaratórias institucionais emitidas por órgãos como IPHAN, órgãos estaduais e municipais de cultura/patrimõnio.
II Patrimônio material preservado Verifica o estado de conservação dos bens edificados, monumentos, sítios arqueológicos e demais elementos materiais. Avalia também a coerência entre uso atual e valor cultural, bem como a existência de planos de conservação. Vistorias técnicas, laudos de conservação, registros fotográficos e relatórios de fiscalização.
III Patrimônio imaterial salvaguardado Examina a presença e vitalidade de práticas culturais, saberes, celebrações, expressões orais e modos de fazer reconhecidos como patrimônio imaterial. Considera ações de salvaguarda, transmissão e valorização comunitária. Inventários participativos, dossiês de registro, planos de salvaguarda e análises etnográficas.
IV Infraestrutura de acolhida Avalia a capacidade do destino em receber visitantes com conforto, segurança e acessibilidade. Inclui hospedagem, alimentação, sinalização, centros de atendimento ao turista e acessibilidade universal. Avaliação funcional in loco, percepção dos usuários, dados de oferta turística e relatórios de infraestrutura.
V Sistema de informação Verifica a existência e qualidade de materiais informativos sobre o sítio, como mapas, guias, painéis interpretativos, aplicativos e plataformas digitais. Avalia também a coerência e atualização dos conteúdos. Suportes físicos e digitais disponíveis ao público, materiais promocionais e análise de conteúdo.
VI Promoção e marketing Analisa as estratégias de divulgação do destino, sua presença em canais de mídia, participação em feiras e roteiros turísticos, e a articulação com marcas territoriais. Considera também a percepção da imagem do destino. Planos de marketing, campanhas institucionais, presença digital e pesquisas de percepção de público.
VII Gestão do sítio Avalia a existência de instâncias de governança, planos de gestão integrada, participação social e articulação interinstitucional. Considera a capacidade de coordenação entre cultura, turismo, urbanismo e meio ambiente. Documentos de planejamento, atas de conselhos, convênios, projetos em execução e indicadores de governança.
VIII Base logística turística Examina os serviços e a infraestrutura urbana de apoio ao turismo, como acessos viários, transporte público, saneamento, segurança, conectividade e sinalização urbana. Dados de serviços públicos, mapas urbanos, relatórios de mobilidade e infraestrutura básica.

Fonte: BRITO, 2009; BRITO, 2019; IPHAN, 2020a; IPHAN, 2020b.

A pontuação final obtida para a avaliação das oito variáveis de análise, com a aplicação dos formulários correspondentes determina a qualificação do destino. Assim, destinos que alcançam entre 55 e 80 pontos recebem a certificação e passam a ser acompanhados por um Plano de Monitoramento de Destino Patrimonial (PMDP), que visa garantir a continuidade das boas práticas, o acompanhamento dos indicadores do Sistema “P” e a atualização periódica das ações. Aqueles que obtêm entre 33 e 54 pontos são considerados expectantes e devem implementar um Plano de Excelência Turística (PET), voltado à superação de lacunas identificadas, ao fortalecimento da infraestrutura e à qualificação dos serviços turísticos e patrimoniais. Já os destinos que não atingem 33 pontos são classificados como não certificados e têm indicado, como medida estratégica, um Plano de Dinamização Turística (PDT), concebido para mobilizar ações iniciais de estruturação territorial, ativar o patrimônio cultural e criar as bases necessárias para o seu desenvolvimento turístico, bem como a sua futura qualificação turística. 

Quadro-Síntese 2: Classificação Final e Planos de Gestão de Destinos Patrimoniais

Pontuação Final Qualificação Plano Correspondente Descrição Detalhada
55 a 80 pontos Certificado Plano de Monitoramento de Destino Patrimonial (PMDP) Destinos que atingem essa faixa demonstram alto grau de conformidade com os critérios técnicos do Sistema “P”. São reconhecidos como Sítios Históricos Turísticos certificados e passam a integrar a rede nacional de destinos patrimoniais qualificados. O Plano de Monitoramento de Destino Patrimonial (PMDP) tem como objetivo acompanhar a manutenção dos padrões alcançados, atualizar os indicadores periodicamente e promover ajustes contínuos nas ações de gestão, infraestrutura e promoção. Inclui auditorias técnicas, relatórios de desempenho e estímulo à inovação.
33 a 54 pontos Expectante Plano de Excelência Turística (PET) Destinos que apresentam desempenho intermediário, com potencial para alcançar a certificação, mas ainda com lacunas significativas em aspectos como infraestrutura, gestão integrada ou salvaguarda patrimonial. O Plano de Excelência Turística (PET) é um instrumento de apoio técnico e estratégico, voltado à superação dessas lacunas. Prevê ações de qualificação, investimentos direcionados, capacitação de agentes locais e reestruturação de políticas públicas. O objetivo é elevar o destino ao patamar de certificação em médio prazo.
Até 32 pontos Não Certificado Plano de Dinamização Turística (PDT) Destinos que não atingem os requisitos mínimos para certificação e apresentam baixa estruturação turística e condições inadequadas de seu patrimônio. O Plano de Dinamização Turística (PDT) é uma medida estratégica voltada à transformação da realidade local. Seu propósito é mobilizar ações iniciais de estruturação territorial, ativar o patrimônio cultural e criar as bases necessárias para sua futura qualificação turística. Inclui diagnóstico participativo, articulação institucional, estímulo à governança local e implantação de projetos-piloto.

Fonte: BRITO, 2009; BRITO, 2019; IPHAN, 2020a; IPHAN, 2020b.

É importante, portanto, considerar que o processo de certificação não se limita à chancela simbólica de um destino, mas implica em um conjunto articulado de ações técnicas, institucionais e participativas. A certificação exige o envolvimento de múltiplos atores, a definição clara da base territorial, a aplicação de indicadores objetivos e a elaboração de planos de gestão que orientem o desenvolvimento turístico-cultural de forma sustentável. Nesse sentido, o estabelecimento prévio de um roteiro metodológico consistente, capaz de orientar os agentes locais e nacionais na implementação de práticas qualificadas, pactuadas e replicáveis, fortalecendo a governança e a valorização do patrimônio como eixo estruturante dos destinos turísticos se faz necessário. Portanto, considerar determinadas diretrizes operacionais que possam ter presentes etapas e medidas que orientem a qualificação dos destinos turísticos que tenham dominância patrimonial com vistas à sua certificação é fundamental para assegurar ritmo, coerência e continuidade no seu desenvolvimento. Elas podem ser configuradas como as que seguem (IPHAN, 2020b): a manifestação oficial dos agentes locais interessados que dá objetivamente o início ao processo, tendo a continuação a definição do Sítio Histórico Turístico (SHT) como base territorial para certificação. Em decorrência, a realização da análise técnica, considerando os oito indicadores propostos no âmbito do Sistema “P”, conduzida pelos agentes certificadores. Emissão dos resultados dessa avaliação que podem levar à outorga da certificação, à emissão de uma declaratória expectante (com recomendações de melhoria) ou à sentença de não certificação.

Foto: Embratur

Cada uma dessas situações desencadeia planos específicos — como o Plano de Excelência Turística (PET), o Plano de Dinamização Turística (PDT) ou o Plano de Monitoramento — que orientam o desenvolvimento contínuo do destino, inspirados em experiências internacionais bem-sucedidas, como os modelos espanhóis de PET e PDT, que demonstraram eficácia na qualificação de destinos consolidados e na dinamização de territórios emergentes (LEITE & RUIZ, 2018).  Além disso, propostas de medidas operacionais estruturantes, como a criação de grupos de trabalho intersetoriais, consórcios de gestão territorial, mesas de concertação e planos estratégicos integrados, visam promover uma gestão compartilhada, transversal e territorializada do objeto de certificação. Trata-se, portanto, de um modelo que alia rigor técnico, pactuação federativa e participação social.

Deste modo, a certificação de destinos patrimoniais, conforme proposta pelo Sistema “P”, representa mais do que um reconhecimento institucional: trata-se de uma estratégia de transformação territorial com impactos diretos na qualificação turística, na valorização cultural e no desenvolvimento local. 

Benefícios da certificação para destinos turísticos

Esse reconhecimento institucional do destino, potencialmente, tende a gerar uma série de benefícios diretos e indiretos. Entre os principais benefícios esperados, destacam-se (BRITO, 2009; BRITO, 2019; IPHAN, 2020a; IPHAN, 2020b; BNDES, 2019; MTUR/NEXUS, 2025):

  • Aumento da visibilidade nacional e internacional: A certificação confere ao destino um selo de qualidade reconhecido por instituições de referência no campo do patrimônio cultural e do turismo no país, o que amplia sua presença em roteiros oficiais, plataformas digitais e campanhas promocionais. Por exemplo, cidades certificadas podem integrar circuitos temáticos como o “Brasil Patrimonial” ou participar de feiras internacionais com destaque institucional.
  • Atração de investimentos públicos e privados: Destinos certificados tendem a receber maior atenção de programas de fomento, linhas de crédito e parcerias público-privadas. A chancela técnica facilita a captação de recursos para restauração de bens culturais, melhoria da infraestrutura turística e capacitação de profissionais locais. Municípios com certificação podem, por exemplo, pleitear editais específicos de agências de fomento e desenvolvimento voltados à revitalização urbana e ao turismo cultural.
  • Qualificação da experiência turística: A certificação induz melhorias na infraestrutura de acolhida, na sinalização interpretativa, na oferta de serviços e na narrativa cultural do destino. Isso resulta em experiências mais completas, seguras e significativas para o visitante. Um sítio certificado pode oferecer, por exemplo, roteiros guiados com base em pesquisa histórica, centros de atendimento bilíngues e integração com comunidades locais.
  • Fortalecimento da identidade local: Ao reconhecer o valor patrimonial do território, a certificação contribui para a valorização da memória coletiva, dos saberes tradicionais e das expressões culturais locais. Isso fortalece o sentimento de pertencimento e estimula a participação comunitária na gestão do turismo. Festivais, celebrações e práticas culturais ganham visibilidade e apoio institucional.
  • Indução de políticas de preservação e ordenamento territorial: A certificação exige e estimula a adoção de instrumentos de planejamento, como planos de gestão integrada, inventários participativos e mecanismos de salvaguarda. Isso favorece o uso sustentável do patrimônio, evita a descaracterização dos bens e promove o equilíbrio entre turismo e conservação.
  • Ampliação da governança participativa: O processo de certificação envolve múltiplos atores — poder público, sociedade civil, setor privado e instituições culturais — em instâncias de decisão e acompanhamento. Isso fortalece a governança local, promove pactos intersetoriais e estimula a corresponsabilidade na gestão do destino.\

Foto: Embratur

Em conjunto, esses benefícios posicionam a certificação como um instrumento estruturante de política pública e, ao mesmo tempo, um elemento indutor e promotor de iniciativas capaz de transformar o turismo cultural em vetor de desenvolvimento territorial, inclusão social e valorização da diversidade cultural brasileira.

Os agentes certificadores propostos para conduzir o processo de certificação de destinos patrimoniais devem incidir, em princípio, sobre os organismos nacionais responsáveis pela política patrimonial e turística do país. No entanto, para garantir efetividade, legitimidade e capilaridade territorial, a certificação deverá contar com o apoio de comitês locais e regionais, compostos por representantes dos governos estaduais e municipais, da sociedade civil organizada, de instituições culturais e educacionais, e do trade turístico — incluindo associações de guias, empresários do setor de hospedagem, alimentação, receptivo, agências de viagem e operadores de turismo cultural, no processo de produção de informações que facilitem as análises correspondentes previstas no Sistema “P” de Certificação de Destinos Patrimoniais (BRITO, 2019; IPHAN, 2020a; IPHAN, 2020b). 

Esses comitês terão papel fundamental na validação técnica, no monitoramento participativo e na mobilização dos atores locais, assegurando que o processo de certificação reflita as especificidades territoriais, promova a corresponsabilidade entre os setores envolvidos e estimule a adoção de práticas sustentáveis e inclusivas, tanto de promoção e valorização do patrimônio cultural quanto do desenvolvimento do turismo cultural de qualidade nas localidades objeto de certificação. A presença do trade turístico, em especial, é estratégica para alinhar a qualificação da atividade turística à realidade dos recursos patrimoniais existentes e destes com a dinâmica econômica do destino, potencializando a geração de renda, a diversificação da oferta e a fidelização dos visitantes (UNWTO & UNTAD, 2023).

Por que esse debate importa para o futuro do turismo cultural no Brasil

Deste modo, mais do que um instrumento de aferição, a certificação é uma estratégia de transformação territorial. Ao articular diagnóstico, qualificação e planejamento, o Sistema “P” promove a valorização do patrimônio cultural como ativo turístico, melhora a experiência dos visitantes, fortalece a governança local e induz investimentos públicos e privados. Trata-se de uma proposta que, ao mesmo tempo em que responde a demandas históricas do setor, possui potencial para projetar o Brasil como protagonista no campo do turismo cultural patrimonial em escala internacional.

 


Referências Bibliográficas (formato Chicago autor-data)

BNDES. 2019. “Patrimônio Cultural e Turismo como Indutores do Desenvolvimento.” Blog do Desenvolvimento. Acesso em 10 de outubro de 2025. https://blogdodesenvolvimento.bndes.gov.br/blogdodesenvolvimento/detalhe/Patrimonio-cultural-e-turismo-como-indutores-do-desenvolvimento/

BRITO, Marcelo. 2009. Las ciudades históricas como destinos patrimoniais: potencialidades y requisitos. Una mirada comparada: España y Brasil. Sevilla: Instituto Andaluz del Patrimônio Histórico, Consejería de Cultura, Junta de Andalucía.

BRITO, Marcelo. 2019. “A certificação de destinos patrimoniais na qualificação do turismo cultural no Brasil.” Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 40: 31–55. Brasília: IPHAN. Acesso em 10 de outubro de 2025. http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/revista_do_patrimonio_40.pdf

IPHAN. 2020a. Programa Nacional de Turismo Cultural. PNTC. Brasília: IPHAN.

IPHAN. 2020b. Sistema de Certificação de Destinos Patrimoniais. Programa Nacional de Turismo Cultural. PNTC. Brasília: IPHAN.

LEITE, F. C. L., & RUIZ, T. D. (2018). Os Planos de Turismo da Espanha como ferramenta para os estudos da sazonalidade. PASOS – Revista de Turismo y Patrimonio Cultural, 16(4), 983–1003.

MTUR e NEXUS. 2025. “Tendências de Turismo Verão 2025: Preferências de Viagem dos Brasileiros.” Acesso em 10 de outubro de 2025. https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/61-dos-brasileiros-fazem-pelo-menos-uma-viagem-a-lazer-no-ano/

OCBPM. 2024. “Pesquisa Revela que Turismo Histórico e Cultural Precisa Ser Estimulado no Brasil.” Acesso em 10 de outubro de 2025. https://www.ocbpm.org.br/2024/01/25/pesquisa-revela-que-turismo-historico-e-cultural-precisa-ser-estimulado-no-brasil/

UNWTO & UNCTAD. 2023. Guiding Principles for Sustainable Investment in Tourism. Madrid: World Tourism Organization. Available at: https://www.unwto.org/guiding-principles-for-sustainable-investment-in-tourism.

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Marcelo Brito

Marcelo Brito - Arquiteto e urbanista, é pesquisador do LETS/UnB – Laboratório de Estudos sobre Turismo e Sustentabilidade da Universidade de Brasília. Diretor da Patrimonium & Urbs e ex-Diretor do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é Doutor em Gestão Urbana pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, com Pós-doutorado em Patrimônio, Turismo e Desenvolvimento pela Universidade Complutense de Madri. Sobre o Turismo Spot — "Um apaixonado por territórios que respiram cultura e revelam histórias. Que acredita que o turismo é uma ferramenta de transformação — não apenas econômica, mas simbólica. Que tem no patrimônio cultural sua base de atuação e gosta de pensar o turismo cultural como uma forma de articular patrimônio e turismo sob uma perspectiva de desenvolvimento, criando conexões entre memória, experiência e ação coletiva. Já atuou em diversos projetos de valorização cultural em diferentes regiões do Brasil — com projeção local, regional, nacional e internacional — sempre buscando convergência entre práticas locais e estratégias de futuro, com foco em protagonismo comunitário e sustentabilidade. É bom ver um espaço que junta conteúdo com propósito. O Spot é mais que uma plataforma: é um ponto de encontro entre ideias que fazem sentido e práticas que fazem diferença.”