É fato que o turismo pode contribuir significativamente com a economia de um destino, gerando empregos e movimentando receitas. A OMT estima, afirma, inclusive que a atividade é responsável por 1 em cada 10 empregos no mundo, correspondendo a 7% das exportações mundiais e 30% se considerado apenas o setor de serviços. Sem contar sua contribuição para a valorização cultural, proteção do meio ambiente, propagação da paz e do respeito (afinal de contas, respeitamos aquilo que conhecemos!)

Mas, apesar dos benefícios econômicos, o turismo pode impactar significativamente em um território e nem tudo são flores… um grande volume de pessoas visitando um destino pode gerar, por exemplo, pressão sobre os recursos naturais, valorização súbita das terras e imóveis (consequente  especulação imobiliária e afastamento da população local), descaracterização da cultura local para atender apenas os interesses dos turistas (com a chamada “espetacularização” de culturas tradicionais), dentre outros.

Para evitar tais problemas é necessário estabelecer uma política pública adequada e o planejamento turístico do destino. Ao governo, cabe o papel de regular, prover infraestrutura adequada e estabelecer limites para que a atividade se desenvolva de maneira responsável, dentre outros aspectos. Uma política pública de turismo tem também como função dar uma direção comum aos interessados no setor, fornecer uma estrutura para discussões públicas sobre os rumos da atividade e o papel de cada grupo social, facilitando o consenso de estratégias e objetivos de desenvolvimento.

Uma forma de expressar e dar publicidade à política de turismo é utilizar o planejamento como ferramenta, a partir da construção de planos estratégicos de desenvolvimento turístico.

É importante que um plano de turismo seja construído de maneira participativa, integrando a visão dos diferentes atores ligados ao turismo, buscando estabelecer um conjunto integrado de ações que contribua como o desenvolvimento e melhoria dos produtos e serviços turísticos. É nesse processo que se estabelecem as diretrizes e estratégias para o desenvolvimento do setor, considerando os limites do meio natural, contribua com a valorização dos aspectos culturais e sociais e distribua melhor os benefícios às comunidades.

Após a finalização do plano, inicia-se uma fase complexa e dinâmica: a sua implementação. Organizar por onde começar, definir bem as responsabilidades e possibilidades, dividir as tarefas… a estruturação uma governança forte e consolidada – tema da nossa próxima matéria – ajuda em muito em todo esse processo!

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