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Sabe aqueles momentos em que você que atua na gestão pública do turismo, tem um sentimento desolador de ter “nadado muito e morrido na praia”? Quando todo aquele entusiasmo para fazer idéias e projetos tornarem-se realidade começa a sumir, porque encontrou uma série de obstáculos no caminho … Ou mesmo quando a demanda de burocracia é gigante e sobra pouco tempo para realizar? E quando se percebe fazendo o trabalho como uma “euquipe”?

Se identificou? Esta é a realidade de inúmeros gestores públicos de turismo no país! Como eu sei? Tenho convivido com vocês há muito tempo, sempre são as mesmas questões. Não é curioso? E por isso decidi investigar este tema, assim como muitos outros pesquisadores.

Afinal, é possível verificar que existe um padrão bastante repetitivo. E enquanto não conseguirmos identificar o que gera esta situação, e principalmente entender a dinâmica que leva a este círculo vicioso, não vamos encontrar soluções para quebrá-lo e alcançar outros resultados.

É assim que funciona pesquisa científica! Oferece uma leitura robusta, profunda sobre uma determinada realidade. E com isso contribui para que sejam encontradas soluções mais efetivas para provocar uma transformação.

 

Quer um exemplo?

 

Com os dados que o levantamento do projeto MAPETUR já obteve, já é possível verificar alguns indicadores significativos da realidade da gestão pública de 302 municípios, em 23 Unidades da Federação. Ainda está longe do que precisaríamos para atender aos requisitos estatísticos que nos permitiriam dizer que vale para todo o país. Mas alguns padrões estão se destacando.

Um deles se refere à posição da gestão de turismo na estrutura administrativa municipal. Dos municípios respondentes 48% tem Secretário(a)s de Turismo enquanto 82%  tem o turismo nas mais diferentes situações dentro da estrutura administrativa. O que isso aponta?

Esta não é uma leitura simples, mas a primeira questão que surge ao observarmos esse dado é: Qual a prioridade que o turismo tem para o município?

Com certeza isto vai definir, o perfil do gestor que deverá atuar no turismo, o investimento de recursos humanos e financeiros que serão destinados a esta pasta, e especialmente o engajamento com o Turismo no território.

Ou seja, todas aquelas questões apontadas no começo desta conversa tem estreita relação com o compromisso que a gestão pública municipal tem sobre o Turismo. Se você está passando por estas situações, precisa ampliar o olhar e atuar no sentido de implementar soluções que contribuam para mudar este cenário.

Viu só! Imagina se a gente consegue ampliar esta base de dados sobre a gestão pública municipal do turismo? Ficará muito mais fácil compreender esta realidade e buscar estratégias para superação dos problemas mais consistentes e longevas.

Por isso, fica aqui o convite! Se já preencheu que tal convidar seu colega do município vizinho para compartilhar conosco estes dados?

Clique aqui  para preencher o questionário.

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Karina Solha

Karina Solha

Karina Solha - Pesquisadora da área de Turismo dedicada à formação de novos profissionais e ao entendimento deste fenômeno que tem uma capacidade de promover a transformação de pessoas e lugares. Começou a carreira em idos de 1990 com uma graduação em Turismo, quando o Guia Panrotas ainda parecia uma lista telefônica. Apesar do futuro da área não parecer muito promissor insistiu e se apaixonou pela vida acadêmica e pela pesquisa. por isso fez o Mestrado e o Doutorado, em Ciências da Comunicação (Turismo e Lazer), na Escola de Comunicações e Artes. Sempre acreditou que o planejamento e a gestão profissional do turismo fariam a diferença nas experiências que poderíamos oferecer no país. Por isso, além de estudar, pesquisar também foi ensinar e assim também aprendeu mais e mais. Hoje além de ser pesquisadora e docente, na graduação em Turismo da Escola de Comunicações e Artes da USP, também é docente do programa de pós-graduação Humanidades, Direitos e Outras Legimitidades, na FFLCH. Porque não dá para pensar o Turismo numa caixinha.... E ainda atua com uma equipe de pesquisadores coordenando o grupo de pesquisa CETES - Centro de Estudos em Turismo e Desenvolvimento Social. E de vez em quando vai trabalhar fora da Universidade, para não perder o jeito, e com isso teve uma excelente experiência como auditora do Programa QUEST da UNWTO.Themis. Sobre o Turismo Spot - "Compartilhar conhecimento gera mais conhecimento, acredito profundamente nisto. E reconheço e valorizo todos aqueles que são generosos o suficiente para fazer desta frase uma realidade, como é esta iniciativa do Turismo Spot. Afinal oferecer informação de qualidade e "colocar a pulga atrás da orelha alheia", não é para qualquer um!"